JUSTIÇA

Hacker que invadiu sistema do TSE diz que Barroso omitiu informações
O Sistema não é seguro, invadi 28 bancos de dados do Tribunal por um telefone celular




Ministro Luis Roberto Barroso

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil, Luís Roberto Barroso, minimizou, na segunda-feira (16), ataques hackers ao site do TSE. Mas especialistas em cibersegurança apontam vulnerabilidade no sistema. O hacker português que assumiu a autoria disse à Sputnik Brasil que Barroso omite informações.

Ainda na tarde de domingo (15), a Polícia Federal informou ao TSE que o líder dos ataques é um hacker português, conforme noticiou a revista Veja. Na sequência, ao Estadão, o grupo português CyberTeam assumiu a autoria do vazamento de dados do TSE, sob o comando de um hacker identificado como Zambrius. Em entrevista à Sputnik Brasil, ele confirmou ser o autor e disse que a intenção era demonstrar a vulnerabilidade do site.

“O único objetivo era provar que a segurança do TSE era possível ser penetrada após eles anunciarem que tinham reforçado a segurança. Nós normalmente agimos por [diversão ou protestos]. Mr. Barroso omite informação. Ele tem vindo afirmar que o TSE é seguro, que não existiu nenhuma falha de segurança, mas é mentira, nós invadimos 28 bancos de dados pertencentes ao domínio [www.tse.jus.br]. Não tenho computador, todas as minhas atividades, desde que fui detido, são realizadas por um telemóvel [celular] de 50/80 €. O impacto podia ser muito, mas muito maior se eu tivesse um computador”, disse Zambrius, que já foi preso em Portugal por ataques cibernéticos a diversos sites.

Segundo Barroso explicou em entrevista coletiva na tarde da segunda-feira (16), foram vazadas informações antigas de funcionários do TSE e de ministros aposentados, referentes ao período entre 2001 e 2010. Apesar de o vazamento ter acontecido no dia das eleições, de acordo com o ministro, o acesso aos dados teria acontecido em “data pretérita”.

“Os dados tinham mais de dez anos de antiguidade, e a divulgação também foi feita no dia das eleições para dar ideia de vulnerabilidade do sistema. Ainda assim o sistema resistiu incólume”, afirmou após o secretário de Tecnologia da Informação do TSE informar que foram realizadas 436 mil conexões por segundo para tentar derrubar o sistema do TSE.

 




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